- Dinâmicas de Pesquisa em Saúde Pública, Sexual e Reprodutiva;
- População, Planeamento Territorial e Gestão de Terras;
- Agro-pecuária, Soberania e Segurança Alimentar;
- Exploração Sustentável de Recursos e Gestão de Desastres Naturais;
- Criança e Sociedade: Direitos, Educação e Saúde;
- Governação, Cidadania e Participação Política;
- Comunicação e Interculturalidade: os Media, Artes e Línguas;
- Dinâmicas Educacionais: Ensino, Pesquisa, Currículo e Papel das Universidades no século XXI;
- Património Cultural e Turismo.
Conversa sobre as Áfricas é uma iniciativa do ÁFRICA EM PAUTA: Grupo de pesquisa em História da África da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Nosso objetivo é criar um espaço para trocar de informações sobre a História das Áfricas, para colaboração na pesquisa, no ensino e na luta por um mundo de justiça e equidade
sexta-feira, 17 de novembro de 2017
IV CONFERÊNCIA DO CENTRO DE ESTUDOS AFRICANOS DA UEM
UFRB RECEBE VISITA DE ESTUDANTES DE 14 PAÍSES AFRICANOS
domingo, 29 de outubro de 2017
SELEÇÃO DE PROFESSOR SUBSTITUTO NA UNILAB
UNILAB realiza seleção para professor substituto. Veja os detalhes e o edital no link abaixo
domingo, 24 de setembro de 2017
terça-feira, 19 de setembro de 2017
ANGOLA: OS LEGADOS DO PASSADO, OS DESAFIOS DO PRESENTE
Se encerra no próximo dia 30 de Setembro a submissão de propostas para a Conferência Internacional Angola: os legados do passado, os desafios do presente, organizada pelo Centro de História da Universidade de Lisboa, o Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto, o Centro de Estudos Internacionais do ISCTE-IUL e o Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa.
O evento ocorrerá nos dias 14 e 15 de Novembro de 2017, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Línguas de trabalho: português, inglês, espanhol e francês.
Datas importantes:
Prazo para submissão de propostas:
30 de Setembro de 2017
Notificação de aceitação:
16 de Outubro de 2017
Divulgação do programa:
30 de Outubro de 2017
Para mais informações e submissões, por favor, ver:
http://www.centrodehistoria-flul.com/congressoangola.html#Form
segunda-feira, 18 de setembro de 2017
OS QUE NÃO FORAM À GUERRA EM ANGOLA
http://www.centrodehistoria-flul.com/abertura/os-que-nao-foram-a-guerra-angola-na-ultima-fase-colonial-1961-1975-ciclo-de-seminarios-de-historia-de-africa-seminarios-ch-ulisboa
domingo, 17 de setembro de 2017
BANCO DE DADOS SOBRE TRÁFICO ATLÂNTICO
Mapeando o tráfico transatlântico de escravos
quarta-feira, 13 de setembro de 2017
NOVA DESCOBERTA NO EGITO ANTIGO
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quinta-feira, 7 de setembro de 2017
quinta-feira, 31 de agosto de 2017
UP DEBATE DESENVOLVIMENTO
Acontece nesta sexta, dia primeiro de setembro, na Universidade Pedagógica, em Nampula um debate sobre o corredor de desenvolvimento Norte. Como expositores teremos a presença dos doutores Severino Ngoenha e José Castiano. O evento ocorrerá às 15h, no campus de Napipine.
terça-feira, 29 de agosto de 2017
UP DEBATE MIGRAÇÃO AFRICANA
HISTÓRIA DA ÁFRICA: CONCURSO
segunda-feira, 28 de agosto de 2017
CINEMA BRASIL - ÁFRICA
sexta-feira, 25 de agosto de 2017
REVISTA AFRO-ÁSIA LANÇA NOVO NÚMERO
quinta-feira, 24 de agosto de 2017
MUSEU NACIONAL DE ETNOLOGIA EM NAMPULA
ião.
RESULTADO DAS ELEIÇÕES EM ANGOLA
Em 23 de agosto o povo angolano foi as urnas para participar de eleições gerais, elegendo o novo presidente da República e a assembléia nacional. Foi a primeira eleição na qual José Eduardo dos Santos, que está na presidência desde 1979, não concorreu.
Os resultados parciais que estão sendo divulgados pela comissão eleitoral, com 64% dos meus votos apurados, já indicam ampla vitória do MPLA que, além de eleger o presidente , terá maioria qualificada na Assembléia Nacional
quarta-feira, 23 de agosto de 2017
MIGRAÇÃO AFRICANA
A migração africana será tema de debate numa mesa redonda promovida pela Universidade Pedagógica de Moçambique, Delegação de Nampula.
Será nesta quinta, 23 de agosto, no campus de Napipine, às 9h.
quinta-feira, 3 de agosto de 2017
segunda-feira, 24 de julho de 2017
João Reis agradece Prêmio da ABL
Veja a seguir o pronunciamento do professor João José Reis ao receber o prêmio Machado de Assis, concedido pela Academia Brasileira de Letras. Uma aula sobre história, passado em conexão viva com o presente. Combativo e atento aos problemas atuais.
DISCURSO EM AGRADECIMENTO AO PRÊMIO MACHADO DE ASSIS ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS, 20 de JULHO de 2017
João José Reis
Sou grato aos membros desta Academia por considerar minha obra merecedora do Prêmio Machado de Assis. Sendo um historiador da escravidão (embora não apenas) permitam-me imaginar a concessão do prêmio, quando a Academia cumpre 120 anos, como uma homenagem àqueles dentre os seus fundadores que, entre outros, militaram contra a escravidão -- penso em Rui Barbosa, Joaquim Nabuco, José do Patrocínio e, muito especialmente, Machado de Assis, que dá seu nome a este laurel. Neto de escravos, Machado, além de abolicionista arguto, radical, embora discreto, foi a seu modo historiador da escravidão, no que acompanho um de seus mais destacados intérpretes, Sidney Chalhoub, também historiador da escravidão.
Outro historiador, o acadêmico Alberto da Costa e Silva, aqui presente, avaliou perfeita e concisamente o peso desse sistema de trabalho e modo de vida para o Brasil: "A escravidão foi o processo mais importante e profundo de nossa história." Não podia ser diferente: durou perto de 400 anos, contra apenas 129 anos de liberdade; o tráfico transatlântico luso-brasileiro importou quase metade dos 11 milhões de suas vítimas; e o Brasil foi o último país das Américas a abolir a escravidão. Ela deixou marcas indeléveis na sociedade que nasceu de seus fundamentos e ainda nos assombra com fantasmas de várias espécies – as desigualdades sociais e raciais, o racismo sistêmico, o racismo episódico, agora mais assanhado pelo anonimato da internet (já chamado "racismo virtual"), hoje o principal veiculo de pregação de todos os ódios, inclusive do ódio racial.
O Brasil precisará de esforço hercúleo para livrar-se desse passado que se recusa a passar. O principal caminho talvez seja mais informação, mais educação e ações afirmativas, umas entrelaçadas com as demais. Neste sentido, algumas medidas reivindicadas pelos movimentos negros foram adotadas nas últimas décadas. Entre elas, destacaria três: as cotas educacionais, o ensino da história afro-brasileira e a criação da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira.
As cotas sociorraciais para ingresso nas universidades públicas já resultaram em mudança na cor dessas instituições, corrigindo em muitos casos a quase exclusividade branca nos cursos de maior prestígio – Medicina, Direito, Engenharia. Apesar de problemas aqui e ali, as cotas estão dando certo.
A introdução, no ensino fundamental e médio, de disciplina voltada para a história e a cultura afro-brasileiras, com ênfase na história da África, prometia uma equiparação a conteúdos sobre a história da Europa. Lamentavelmente, a disciplina desapareceu da nova Base Nacional Comum Curricular. E a África voltou a ser emparedada naquela acepção, denunciada por Cruz e Souza, de "África grotesca e triste, melancólica, gênese assombrosa de gemidos, África dos suplícios e das maldições eternas", enfim, a África que predomina na grande mídia, refém de uma "história única", na expressão certeira da escritora nigeriana Chimamanda Adichie. Torço pelo retorno da África às escolas.
Uma história de outras vozes está representada na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira – a UNILAB, implantada a partir de 2011 como um gesto, ainda que acanhado, de solidariedade com um continente pilhado pelo tráfico luso-brasileiro de cativos. Essa instituição acolhe em suas salas de aula quase mil alunos africanos, mediadores qualificados de suas Áfricas com o Brasil, jovens que recebem pequena bolsa mensal de 530 reais. Pois a comunidade da UNILAB esteve ameaçada recentemente com o corte desse minúsculo item do orçamento nacional. Urge defender a UNILAB!
Políticas de inclusão racial, além do esforço para educar e informar todos os brasileiros sobre a imensa contribuição dos africanos e seus descendentes para a formação histórica e cultural do país, são, entre outras, medidas necessárias – não sei se suficientes – no combate ao legado nefasto da escravidão. Prefiro acreditar que seja produto da ignorância, e não desfaçatez, gestos de delinquência simbólica como batizar um restaurante chique de Senzala. Desejo, desejamos um país onde não seja preciso uma jovem negra empunhar, numa recente manifestação de rua, cartaz que dizia: "A casa-grande surta quando a senzala aprende a ler."
Invocar a escravidão passou à ordem do dia. Com uma maioria de detentos negros (cerca de 60%) amontoados em espaço exíguo, nossas prisões são comparadas a senzalas onde não é servida a boa comida do restaurante Senzala. Comparação talvez injusta, porque a vida de seus escravos valia mais para o senhor do que parece valer a vida dos presos para os governos e a sociedade que, conivente, se cala. Preso não conta como cidadão, ele é preto, ou, se branco, é também preto de tão pobre – já acusou Caetano Veloso. A precariedade da cidadania, filha da desigualdade social e racial, tem sido vinculada ao passado escravista com insistência. Ainda na semana passada, Milton Hatoum escreveu em sua coluna de O Globo: "Quase quatro séculos de escravidão, e mais de um século de uma democracia manca, interrompida por várias ditaduras, só poderiam gerar uma sociedade extremamente desigual."
Há, no entanto, outra dimensão inquietante nessa ordem de questões, que é quando, em vez de alegoria, a escravidão se insinua como dado de realidade efetiva ou em construção.
Como no passado, o ciclo começa com o tráfico – de trabalhadoras e trabalhadores sexuais, domésticos, industriais ou rurais. Imigrantes legais e ilegais são com frequência resgatados de porões insalubres nas grandes cidades, onde trabalham, moram e morrem. Na zona rural chovem denúncias de pessoas submetidas a trabalho (forçado, exaustivo, degradante) análogo à escravidão, matéria que hoje mobiliza pesquisadores e membros da Justiça do Trabalho numa discussão que já ganhou foro internacional.
A recentíssima reforma trabalhista causa temor a quem entende do assunto. Segundo o auditor fiscal do trabalho Luís Alexandre farias, “as mudanças criam condições legais e permitem que a legislação banalize aquelas condições que identificamos como trabalho análogo ao escravo”. E a respeito do princípio do negociado sobre o legislado, o procurador do MPT Maurício Ferreira Brito, que encabeça a Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo, advertiu sobre o perigo da escravidão voluntária: "A depender do que se negocie", ele alertou, "você pode legalizar práticas do trabalho escravo." Seria uma graça que este procurador fosse tão ouvido quanto os de Curitiba. Faltou falar da licença agora dada ao capital para empregar a mulher gestante em ambientes insalubres. Não me convencem as ressalvas da lei: se isso não é trabalho degradante, o que mais será?
Sobre a reforma trabalhista, aceitem um exercício de imaginação pessimista. Não resisto a comparar o "trabalho intermitente" ali contemplado com o sistema de ganho ou de aluguel nas cidades escravistas: no primeiro caso, o senhor mandava o escravo à rua para alugar ele próprio sua força de trabalho; no segundo, o senhor escolhia um locatário. Circulava o escravo ao ganho ou de aluguel entre um e outro e mais outro empregador, como cumprirá fazê-lo o trabalhador intermitente do novo Brasil. Um professor, por exemplo, poderá, como autônomo intermitente servir em vários estabelecimentos de ensino, um dia num, no dia seguinte mais um, depois ainda outro. Nascerá, assim, o professor ao ganho.
Some-se a recente Lei da Terceirização e alcançamos o quadro quase completo de precarização radical do trabalho. A terceirização agora vale para atividades fins. Ainda no setor do ensino, empresas que antes limitavam-se a fornecer empregados para atuar na segurança ou na limpeza, poderão doravante oferecer professores a escolas, faculdades e universidades, e fazê-los circular de acordo com a demanda do mercado. Nascerá, então, o professor de aluguel.
Por felicidade, já passou meu tempo de ser professor ao ganho ou de aluguel. O emprego em regime de dedicação exclusiva na Universidade Federal da Bahia deu-me a oportunidade de ser um professor pesquisador. À minha universidade e aos órgãos de fomento de pesquisa, em especial ao CNPQ, eu agradeço ter podido escrever a obra historiográfica agora premiada. Dela já falou, com generosidade, o professor José Murilo de Carvalho.
Queria apenas acrescentar que meus livros, artigos, capítulos em coletâneas etc, foram e continuam a ser escritos com paixão pelos temas de que tratam, sem o selo de garantia da objetividade perfeita exigida pelo positivista. Busquei, sim, a compreensão weberiana. No entanto, não permito que minhas inclinações ideológicas e minha utopias pautem as interpretações que faço dos processos, episódios e personagens sobre os quais escrevo. História panfletária, nem pensar! Me curvo às evidências que brotam dos arquivos, e elas não cessam de surpreender com um universo muito mais complexo do que caberia numa explanação fácil e porventura maniqueísta, que divida o mundo entre o herói e o bandido.
Meus livros são povoados de escravos que fogem de toda parte para toda parte, criam quilombos nas periferias da Cidade da Bahia ou nos mangues de Barra do Rio de Contas, se levantam em nome de Alá e de Ogum, mas nesses escritos também se encontram escravos que negociam com seus senhores um cativeiro menos opressivo. Escravos que querem e senhores que permitem a acumulação de bens e a compra da alforria. A maioria de meus personagens têm nomes, subjetividade, não são peças passivas da máquina escravista. Bilal Licutan, Luiz Sanin, Manoel Calafate, João Malomi, Francisco e Francisca Cidade, Zeferina, homens e mulheres à frente das revoltas escravas baianas. O alufá Rufino José Maria, liberto malê que virou cozinheiro de navio negreiro e pequeno traficante transatlântico de gente. Domingos Sodré, adivinho e curandeiro nagô que fornecia beberagens a escravos para amansar seus senhores, mas era ele próprio senhor de escravos. Manoel Joaquim Ricardo, dono de dezenas de escravos, liberto haussá que prosperou a ponto de ser contado entre os homens que formavam os 10% mais ricos de Salvador. E alguns outros mais...
Contudo, termino com um aviso aos navegantes: a ascensão social aconteceu para poucos escravos desembarcados ou nascidos no Brasil. A maioria morreu escravizada. No balanço final, fico com Joaquim Nabuco, que escreveu:
Não importa que tantos dos seus filhos espúrios tenham exercido sobre irmãos o mesmo jugo, e se tenham associado como cúmplices aos destinos da instituição homicida, a escravidão na América é sempre o crime da raça branca, elemento predominante da civilização nacional...
quinta-feira, 13 de julho de 2017
CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DO CENTRO DE ESTUDOS AFRICANOS DA UEM
IV Conferência Internacional do Conhecimento às Decisões: desafio para um diálogo social permanente
Centro de Estudos Africanos - UEM, Moçambique
November 29, 2017 – November 30, 2017
- Dinâmicas de Pesquisa em Saúde Pública, Sexual e Reprodutiva;
- População, Planeamento Territorial e Gestão de Terras;
- Agro-pecuária, Soberania e Segurança Alimentar;
- Exploração Sustentável de Recursos e Gestão de Desastres Naturais;
- Criança e Sociedade: Direitos, Educação e Saúde;
- Governação, Cidadania e Participação Política;
- Comunicação e Interculturalidade: os Media, Artes e Línguas;
- Dinâmicas Educacionais: Ensino, Pesquisa, Currículo e Papel das Universidades no século XXI;
- Património Cultural e Turismo.

